terça-feira, 14 de julho de 2009

PEDALANDO NA ZONA DA MATA MINEIRA

Neste final de semana ensolarado de julho (10 e 12 ) pedalamos 45 Km entre Ubá e Miraí, passando por Guidoval, pequenas, mas muito simpáticas cidades da zona da mata mineira.
Estradas de terra muito bem conservadas e ideais para um pedal tranquilo e infalível. O trecho mais difícil é o da serra do Chumbinho, quando realmente a coisa pega: são mais de 300 m de desnível, e com uma verticalidade que exige bastante das pernas do ciclista (veja perfil abaixo).
Participaram da pedalada Eu e a Ligia, o Mauro e Aninha, a Maria Clara e a Neuza. O apoio logístico foi cado pelo eficiente Zé (marido da Neuza), que de moto, forneceu todo o suporte necessário à dura mas muito interessante empreitada.
Outras imagens do pedal podem ser vistas em http://laps.multiply.com/photos/album/161.











terça-feira, 7 de julho de 2009

GEOFISICA RASA NO RIO ARAGUAIA

O IPT, em parceria com a AHITAR - Admistradora das Hidrovias Tocantins e Araguaia, e com financiamento da FINEP, está executando levantamentos geofisicos com o sonar de varredura lateral no rio Araguaia, visando dar suporte técnico a projetos de Hidrovias. Os dados obtidos permitem observar com precisão a localização dos obstáculos à navegação ao longo do rio (árvores submersas, bancos de areias, afloramentos rochosos, embarcações naufragadas etc).
O equipamento utilizado é um Sonar Varredura da marca Klein modelo 3000 de dupla frequencia (100 e 500 KHz, simultâneas). Perfilagem Sísmica Contínua, Batimetria de dupla frequencia e levantamentos hidrográficos foram também executados e, neste caso, tiveram apoio das empresas ASA e Microars.

Testes com o sonar de varredura foram tambem realizados no Lago de Lajeado, Palmas, TO e na represa Billings, em São Paulo. Nos registros obtidos no Lajeado, identificam-se claramente as avenidas antigas da cidade de Canela (TO), inundada com o enchimento do lago, bem como as leiras de madeiras abandonadas no fundo, quando da inundação. Nos registros do obtidos no rio Araguaia, as imagens mostram belíssimos bancos de areais, afloramentos rochosos, bem como o contato entre depósitos de cascalhos e areias finas. Os registros do Reservatório Billings mostram os paleocanais dos rios que circulavam na região antes da inundação e embarcações naufragadas. Vale a pena dar uma olhada nos registros. Imagens de algumas das embarcações utilizadas nos levantamentos executados também estão disponíveis a seguir. Outros registros obtidos no Tocantins podem ser visualizados em http://laps.multiply.com/photos/album/118/. Registros sísmicos da perfilagem serão brevemente mostrados neste espaço.









domingo, 5 de julho de 2009

FORUM DO LAGO - PALMAS










































































No último dia 17 de junho participei do 7o. Forum do Lago, a convite da Comissão Organizadora do evento e da AHITAR - Administradora das Hidrovias Tocantins e Araguaia. Este evento, que ocorre anualmente em Palmas, se discutem questões ambientais relacionadas à existencia do lago. Apresentei uma palestra mostrando como a geofísica pode contribuir nestes temas. A seguir o resumo da minha palestra (a apresentação pode ser vista em http://laps.multiply.com/photos/album/162/)

MÉTODOS GEOFÍSICOS APLICADOS À INVESTIGAÇÃO DE RIOS E RESERVATÓRIOS
Luiz Antonio Pereira de Souza - Laps@ipt.br ou luizlaps@gmail.com
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT

A investigação geológica ou geotécnica da superfície terrestre como suporte técnico a projetos de obras de engenharia é operacionalmente mais simples, quando comparada à investigação de ambientes submersos, tais como rios, reservatórios ou mesmo no mar.
Nas áreas emersas, muitas das características geológicas ou geotécnicas de um determinado terreno podem ser obtidas a partir das observações convencionais, que passam pelo emprego de métodos diretos de investigação, tais como sondagens, fotografias aéreas, imagens de satélite, e por observações geológicas in situ dos terrenos investigados. Muito comumente, ensaios geofísicos são também realizados na superfície dos terrenos com vistas à obtenção de dados sobre a variabilidade de algumas propriedades físicas do meio, tais como velocidade de propagação do som e resistividade elétrica, que, entre outras, constituem parâmetros físicos intimamente relacionados com o tipo de material e estruturas geológicas presentes na área investigada. Por outro lado, na investigação de áreas submersas, as ferramentas convencionais de observação não oferecem os resultados desejados, tendo em vista a natural dificuldade de acesso do observador ao local de interesse. Fotografias aéreas e imagens de satélite dependem da luz, portanto têm penetração extremamente limitada nestes ambientes, tornando-se ferramentas praticamente inoperantes nos estudos de áreas submersas. A coleta de amostras e a execução de sondagens ou de testemunhagens em áreas submersas são viáveis, entretanto envolvem sempre procedimentos operacionais complexos, de alto risco e de alto custo. Assim, na investigação de áreas submersas, os métodos indiretos, denominados de métodos geofísicos, têm especial relevância, ante suas propriedades inerentes, principalmente ao se considerar que o seu emprego permite a obtenção, a partir da superfície da água, de dados detalhados sobre a morfologia da superfície e da subsuperfície de fundo, sem interferir fisicamente no meio geológico. O emprego destes métodos de investigação possibilita a identificação da espessura das camadas sedimentares e da profundidade do embasamento rochoso, além da identificação e da caracterização de estruturas geológicas na superfície e na subsuperfície, parâmetros fundamentais no estudo de áreas submersas, em especial em projetos de túneis, dutos, barragens e hidrovias. Alguns métodos geofísicos permitem ainda a identificação precisa de feições na superfície de fundo, como por exemplo, afloramentos rochosos, tocos de árvores não removidas, que são comumente obstáculos em projetos de hidrovias. Têm ainda vasta aplicação em arqueologia submarina permitindo a identificação de embarcações naufragadas, cidades inundadas, etc., além de constituírem excelentes ferramentas de apoio em operações de busca e salvamento.




O assunto foi pauta dos jornais diárias e da televisão na semana do evento como se pode observar nas imagens acima.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jalapão






















Acabo de chegar de um viagem muito especial que fiz ao Jalapão. Toda a viagem foi devidamente registrada fotograficamente - algumas milhares de fotos foram realizadas. Todo o roteiro que fiz foi também monitorado por dois GPS´s a bordo da pick-up que alugamos, o que me permitiu confeccionar um mapa que voce pode ver a seguir e que acredito possa vir a ser útil aos próximos navegadores daquela região. Todo o passeio foi acompanhado de um Guia local (Genival) que teu amplo conhecimento da região o que viabilizou acesso a locais comumente pouco visitados, permitindo uma amostragem bastante ampla da região. Caso queiram ver mais fotos realizadas nesta viagem acesse: http://laps.multiply.com/photos/album/117 . Outras fotos minhas podem ser vistas em http://www.lapsphoto.com/ .